3 de set de 2013

A Última Herdeira: V


   -Boa tarde. Eu sou o Thomas e essa é minha colega Patrícia. Nós viemos aqui em sua casa ontem e conversamos um pouquinho com a Manu.
   -Manuela, você deixou pessoas estranhas entrarem em casa?-Perguntou Paulo, o pai da garota.
   -Sabem, quando alguém está disposto a lhe contar a verdade sobre quem você é, é inevitável que você a deixe entrar...
   -Bom, nos desculpe, mas precisávamos falar com a sua filha. Podemos nos sentar? É que fica mais confortável contar a história toda quando se está sentado!
   Depois que Patrícia e Thomas estavam bem confortáveis, eles começaram contar a história aos pais da menina. 
   - E agora queremos saber se ela poderá ir à São Paulo conosco. Na clínica onde trabalhamos, ela vai aprender controlar seus poderes, e descobrir novos poderes. Vai conhecer pessoas parecidas com ela, e vai descobrir tudo o que deseja sobre o seu passado.
   -Eu não sei, acho que é melhor ela não ir.- Disse Silvia.
   -Mas o que vou aprender sobre magia aqui com vocês? E outra, eu só vou ficar lá até conseguir fazer tudo com controle, depois vou voltar pra casa.
   -Mas e a sua escola? Você não pode faltar muito, ano que vem já vai prestar vestibular. 
   -Mãe, eu sou a melhor aluna sua minha série, sem querer me achar. Quando eu voltar, recupero toda a matéria, estudo durante sete horas por dia se quiser, mas por favor, me deixe ir?
   Após algumas horas de discussão, ficou decidido que Manuela ia à clinica, mas só ia ficar lá por um mês. No dia seguinte ela já iria embora com Thomas e Patrícia.
   Arrumou todas as suas coisas o mais rápido que pode. O dia amanheceu, e o sol timidamente apareceu, dando ao dia uma sensação gostosa. As despedidas foram tristes. Silvia chorou muito. Ela sentia que estava perdendo sua filha para pessoas desconhecidas.
   -Mãe, eu já falei, eles só querem me ajudar, se quisessem algum mal, já teriam feito. E outra coisa, eu não vou me esquecer de vocês. Você é a minha mãe, lembra?
   -Lembro, mas tenho a impressão que essa clínica não é um lugar bom.
   -bobeira Silvia! Deixe a menina, ela precisa aprender ser quem ela é.
   -Paulo, você pode por favor ficar quieto?
   -Fazer o que, não é?
   Passados alguns minutos, Thomas chegou em seu sedã preto. Manuela partiu pensando em como seria o mês na clínica. Longe de sua família, e longe de seus amigos, mas perto de pessoas especiais que talvez intendessem o que ela estava sentindo.

   Depois de aproximadamente uma hora de avião de Curitiba a São Paulo, foram para a clínica de helicóptero. Quando estava perto do prédio, pode ver que era uma bela construção. Era um prédio de dez andares, com um elevador panorâmico e as janelas de vidro verde. no térreo tinha uma piscina, um campo de futebol, um estacionamento cheio de carros, e um jardim muito bonito. Mas o que mais chamou a atenção da menina foi o estacionamento de helicópteros. Havia quinze estacionados.
   Passou pelo belo jardim, entrou no prédio, e quando entrou no elador, Thomas apertou o botão "7". A vista do elevador era quase tão bela quanto do helicóptero. Ela chegou no sétimo andar e viu uma porta grande, na qual havia uma placa escrita "Manuela Menezes".
   -Vá em frente,  aquele será o seu quarto no próximo mês!- Disse Thomas euforico.
   Manuela correu em direção à porta, estava muito curiosa para ver como era seu quarto. Quando abriu a porta, um rapaz que estava arrumando alguma coisa em uma mesa, virou-se rapidamente de frente para ela. Assim que viu o rosto do rapaz, o achou um tanto familiar. Ele era lindo, alto, magro e musculoso, tinha negro cabelos cacheados, e uma par de olhos verdes escuros.
   -Olá Manuela, eu sou o Augusto, o seu psicólogo!

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